Há vários anos todos os governos estaduais prometem asfaltar a estrada que liga Penedo a Visconde de Mauá. Garotinho elegeu sua Garotinha contando com os votos conquistados com o asfaltamento da primeira etapa, a mais fácil, de Penedo a Capelinha. A menina prometeu continuar a obra e ficamos todos a ver navios de brinquedo. Sergio Cabral também prometeu, fez solenidades, fincou placas mas até agora, nada. Sei que os ecologistas de lá não são fáceis de engolir. No distante Vale das Flores, já em Minas Gerais, tem um que não permite à prefeitura de Bocaina de Minas fazer a poda das árvores em frente à sua propriedade. Deve ter algum acordo obscuro com o IBAMA. O resultado é que a estrada Maringá/Mirantão fica intransitável naquele trecho. O sol não chega ao solo. Alguns veículos de serviço não querem mais passar por alí, onde até caminhões ficam atolados pelo capricho ecológico do senhor Lino Mateus, uma verdadeira mala rural sem alça levada para aquela região na mesma época que eu. Pela mesma pessoa. Ninguém é perfeito. Estou pretendendo combinar com os entregadores de cervejas, pinga, conhaque dubar, melzin e outros combustíveis interromperem o fornecimento enquanto não acabarem com essa história. Acho que o pessoal ia pendurar o cidadão pelo fígado. Na última vez em que estive lá, Seu Duardim me garantiu que a estrada vai ser toda asfaltada, conforme planejamento abaixo. E que as obras começariam no dia 15 de novembro sem falta. Não sei ainda se aconteceu o fato. Mas registro aqui na Marmita de Viagem o planejamento divulgado ainda em julho "próximo passado" (sempre quis escrever essa expressão).
Vamos ver, aguardem notícias a respeito. Estou planejando ir para lá no feriado da Consciência Negra para, caso a estradinha do Vale das Flores continue um lamaçal digno do congresso brasiliano, começar a reunir a comunidade para tentar uma ação contra este cidadão e contra a covardia da prefeitura de Bocaina de Minas e contra os fiscais do Ibama, que estão de há muito se achando os novos messias. Concordo com a importância do trabalho da instituição, mas tudo tem que ter limite: o bem estar da população, local ou não. O que se está pedindo é providência simples e prevista na legislação ambiental.
ESTRADA PARQUE VISCONDE DE MAUÁ
Conheça o Projeto da 1ª Estrada Parque do Estado do Rio de Janeiro
RJ - 163
entre as Vilas de Capelinha e Visconde de Mauá
RJ - 151
entre a Vila da Maromba e a Ponte dos Cachorros
O que é a Estrada Parque?
É uma via inserida no todo ou em parte em uma Unidade de Conservação, adaptada ao ambiente natural e cultura, planejada de forma a evitar ou minimizar os impactos ambientais, colaborar na preservação da paisagem e a salvaguardar a segurança do usuário, reduzindo os conflitos entre fauna, flora e o uso da estrada.
O empreendimento
Pavimentação e adequação ambiental da RJ-163, entre as Vilas de Capelinha e Visconde de Mauá e da RJ-151, entre a Vila da Maromba, em Itatiaia, e a Ponte dos Cachorros, em Resende. São aproximadamente 30km de estradas, totalmente inseridas na Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira.
Principais características do projeto
- Via pavimentada com largura mínima de 6,00m;
- Via operada com restrições de tráfego;
- Faixas transversais em paralelepípedos, sinalizadoras dos mirantes, do Ponto Pergunta, das zoopassagens aéreas e dos trechos que atravessam as vilas da Região;
- Controle de acesso, com a implantação de um Pórtico, na RJ-163;
- Sistema de drenagem adequado à região;
- Contenção de encostas com o menor impacto na paisagem;
Sinalização com indicações turísticas, de segurança e de educação ambiental.
Adequação Ambiental
- Conjunto de intervenções que visam compatibilizar a utilização da via com: a preservação dos ecossistemas locais, a valorização da paisagem e valores culturais e o fomento à educação ambiental, ao turismo consciente, ao lazer e ao desenvolvimento socioeconômico da região.
- Pórtico de controle de acesso à unidade de conservação e de informações turísticas e de atendimento aos visitantes.
- Zoopassagens que irão permitir a travessia segura de animais silvestres, o aumento do fluxo migratório e a conectividade da paisagem.
- Valorização dos mirantes existentes, tornando-os seguros e adequados a parada de descaso e a contemplação dos cenários proporcionados pela Serra da Mantiqueira.
Adequação da única construção comercial que será permitida na RJ-163 – o Ponto Pergunta – estabelecendo a separação entre a propriedade privada e o espaço público da via, com acostamento, estacionamento e rearborização.
- Adequação de pontes rodoviárias compatibilizando com as pontes antigas na região de Visconde de Mauá, notadamente em relação a utilização para pedestres e o guarda corpo necessário.
- Tratamento especial a pontos e trechos da estrada que mereçam ser valorizados (fontes de água, áreas degradadas, pontes antigas...) e usadas como acostamentos e paradas.
Empreendedor responsável pelo projeto
O projeto tem como empreendedor a Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro – DER-RJ.
Benefícios esperados
- Melhorar as condições de acessibilidade as vilas da região de Visconde de Mauá;
- Proporcionar maior segurança aos usuários da via;
-Incentivar o movimento turístico na região, minimizando os conflitos entre fauna e flora e o uso da estrada;
-Estimular comportamentos sustentáveis que equilibram o desenvolvimento e a preservação do patrimônio natural ao estabelecer regras de uso e normas de controle.
Realização:
Governo Federal – Ministério do Turismo
Secretaria de Estado de Obras – UEE/Prodetur – Rio de Janeiro
DER-RJ
Divulgação
15.07.2009
Visite: http://www2.uol.com.br/guiamaua/noticias/20090715_001.htm
5 comentários:
Não misture as coisas Garotinho é Garotinho e Cabral é Cabral, são pessoas muito diferentes !
Espero para ver,querido amigo.
Mas esse plano,abaixo,parece-me inviável...
Se o plano fosse cumprido,além de ser financeiramente ruinoso,causaria o caos aos residentes e poderia ser uma via para acabar com o Parque Natural.
Em muitos casos,é irresolúvel a questão da manutenção dos direitos dos residentes e a abertura ao turismo de uma zona protegida.
Achas que,quando as máquinas entrarem,a fauna e a flora não protestam?!
E,quando aparece aquele bando de turistas,com criancinhas irreverentes,à procura da Natureza,cheios de pacotes de batatas fritas,gelados,máquinas fotográficas,gritos por todo o lado,até umas beatas para o chão....
rsrsrs...
A comodidade do transporte é inimiga da natureza.
Que saiba,ainda ninguém conseguiu resolver este desiderato.
Vamos responder aos comentários, para manter a chama acesa:
1. Concordo plenamente, meu caro Anônimo. Mas são do mesmo partido, são populistas a seu modo e, como todos os políticos que governaram esta cidade, prometem e não cumprem. Seus "grandes projetos" de campanha esbarram em interesses privados, dos financiadores de campanha, dos grupos financeiros, dos nichos de poder. É o jogo político, não sejamos inocentes. Fui eleitor do Cabral, num momento que não era cult esse voto, talvez por causa PMDB.Mas temos que concordar que fazer do combate à violência sua estratégia de governo é um marketing polítoco muito perigoso e ineficaz.
Concordo com a superioridade do Cabral em relação ao alcaide campista e sua família, se essa foi a intenção de sua observação. Mas Cabral está longe de ser o ideal possível para governar o Rio.
2. Meu caro Rui Lucas, sua advertência me parece exagerada. Se todos concordássemos com ela, fecharíamos todas as escolas de administração pública do mundo. Por detrás dessa barreira ecológica, tem muitas outras coisas em jogo. Basta uma administração honesta, inteligente e competente para evitar que as estradas sejam as grandes inimigas da Natureza. E discordo da teoria de que o progresso é antiecológico. Não é o que vemos em parques e reservas naturais do mundo inteiro. Se querem manter as estradas de terra, tudo bem, mas tenham competência administrativa para mantê-las transitáveis, sem causar prejuízos aos usuários locais ou turistas. Posso dizer que sou as duas coisas - tenho casa lá e frequento a região há mais de 30 anos, como o cidadão que citei na crônica. Não moro lá e é uma opção minha. Não posso aceitar o descaso, e a total incompetência demonstrada pelas administrações locais - tanto públicas quanto privadas - no que tange a saneamento e condições de tráfego por veículos comuns. Aquilo está virando o paraíso dos 0,9% da população que pode se dar ao luxo de comprar um veículo off-road 4X4 etc para passar os fins de semana sertanejos.
Aceito,de bom grado,o teu reparo.
É mesmo um exagero...
Mas,nada que se compare aos exageros,que já constatei,das conversões de Parques Naturais em locais das romarias dos cidadãos urbanos,ao fim de semana.
Não me parece que seja necessário manter uma estrada de terra para não atentar contra a natureza.
Por aqui,é frequente transformar essas estradas térreas em auto-estradas.
Isso sim,é a meu ver um atentado criminoso...
Era essencialmente a isto que me referia.
Prezado Gerson,
buscando estrada-parque no Google,cheguei no texto deste blog.
Pois é...a estrada...estamos aguardando.
Moradora da região criei uma página na internet no endereço www.guiamaua.com.br/desenvolvimentoturistico onde disponibilizo documentos das áreas de conhecimento de meio-ambiente e turismo.
Lá você encontra meu e-mail, pois se tiver interesse em fazer parte do meu mailing, por favor entre em contato.
Sem mais, atenciosamente
Domitila Bercht
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